A solidão como a conhecemos mudou de forma e endereço. E isso não é de hoje. Antigamente, nada mais era que a condição do ser humano que vivia recluso em ambientes sem convívio com outras pessoas.

Hoje em dia, a solidão do século 21, significa basicamente não estar conectado. Evoluímos de Homo Sapiens para Homo Tela. Passamos de 10 a 12 horas por dia vidrados em uma tela, seja de um PC, smartphone ou game device.

Recentemente assisti a um vídeo no Youtube com mais de 25 milhões de views em que exibe um dia de nossa vida rodeado por parafernálias tecnológicas que roubam a nossa atenção. Infelizmente me identifiquei com a maioria das cenas do vídeo. Sou o tipo de pessoa que olha para o celular de 5 em 5 minutos, algo que virou hábito.

Apesar de saber que o celular é extremamente útil no dia a dia, parei para refletir. Vivemos seguindo a multidão que nos exige estar cada vez mais conectados. Surgiu um novo aplicativo? Baixe agora. Lançaram uma rede social de nicho? Cadastre-se aqui. Como assim você não conhece o Tinder? Em que mundo você vive?

Em ambientes sociais o celular tem substituído a função do cigarro como anos atrás. Manter suas mãos ocupadas com mensagens de texto lhe posiciona como um usuário socialmente engajado. Já nas refeições é motivo de brigas familiares, similar a década de 50 quando as TVs começaram a migrar para cozinha. De repente, virou falta de educação.

Gostemos ou não, experimentar a vida através de pequenas telas é a nova forma de socialização. Celulares ainda são novos, o iPhone foi lançado há 6 anos somente, as principais redes sociais atuais possuem menos de 10 anos e estima-se que estar conectado enquanto dormimos será possível em 2040.

Com tantas mudanças de comportamento e avanços tecnológicos muitas marcas se perderam no meio do caminho. Pensam nas telas, formatos e mídia e esquecem da verdadeira experiência, do contato real com seu público.

O digital está muito além de um site responsivo e a presença em redes sociais. Já ouviu falar do conceito da Internet das Coisas?

Comece por essa palestra de Luli Radfahrer.

O termo surgiu em 2008 como tendência e hoje explica grande parte das inovações. Pode parecer velho para alguns, mas indico para você entender como é possível e amplo incorporar o digital na raiz do seu negócio.

Lembre-se: não importa a quantidade de telas, e sim qual experiência você está proporcionando para o seu público em cada uma delas. A tecnologia é um facilitador e faz parte da vida de todos. Tudo está dento da Internet, do seu celular e fazer mais do mesmo é opção de cada um, independente do meio que nos cerca.

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